Estamos em dezembro de 2019, último mês do ano e também muitos ciclos de nossas vidas se completando no pessoal, profissional e social. Um processo muito importante permeado de planos e projetos que nos fizeram agir, pensar demasiadamente para cumprir metas, sonhos próprios sonhos do outro e consequentemente nos levou a muitas realizações.
O que você tem planejado?
- Um curso novo;
- Trocar de trabalho;
- Fazer terapia, buscar autoconhecimento;
- Fazer novas amizades;
- Comprar um carro;
- Fazer uma tatuagem;
- Repensar sobre suas insatisfações;
Sim, a lista pode ser infinita e dependerá de seus objetivos e o que tem pensado sobre eles de maneira bem singular, ou seja, como me sinto (instigado, sem motivação, ansioso, preocupado, animado e etc.) em relação a tais planos.
Sim, pensar sobre o que te faz bem antes de tudo e de todos pode ser uma ótima maneira de iniciar seus projetos para um ano novo, delimitando o caminho a ser percorrido. Isso não exclui a participação e a importância do externo (família, trabalho, amigos e etc.) isso diz respeito sobre você, sobre o fazer contato com o que é seu e com o que é do outro (externo) para então buscar equilíbrio na execução do TODO.
Sim, dá um frio na barriga perceber que o tempo está passando tão rápido e tantas coisas ainda por fazer. Não é incomum termos a sensação de incompletude, ansiedade, medo, isso diz respeito ás exigências externas e a nossa própria auto cobrança. Se nos questionarmos sobre tais inquietações talvez percebamos uma falta de conexão com nós mesmos e a conscientização dos nossos limites.
O que te faz bem?
- No dia de hoje, qual a sua prioridade?
- O que tem feito para mudar o que não gosta?
- Quanto tempo investe em você? E nos outros?
Não estamos falando de utopia (o ideal) mas de sermos uma prioridade em nossos planos e projetos futuros. E sinceramente, acredito que tentamos fazer isso em nosso dia-a-dia, mas somos invadidos pelas urgências do meio externo que são importantes também, como a família, trabalho, falta de tempo, relacionamentos e etc.
NÃO SABEMOS AO CERTO E NEM EXISTE UM PASSO-A-PASSO
Não precisamos viver no modo automático, apesar de ser o mais comum, e tudo bem se você é feliz assim, muitos são, mas podemos ousar a repensarmos sobre nossas satisfações sempre que necessário. A rotina pode ser algo “confortável” para a maioria das pessoas porque dá a sensação de controle, e funciona mesmo até nos sentirmos esgotados, entediados. Precisamos entender que essa rotina é mutável e pode ser surpreendentemente positiva se estivermos abertos, flexíveis a uma reorganização. Logo, faz-se necessário fazermos contato com nossas demandas vivenciais (como está e como é desejável e se é possível equilibrar).
Conversar com alguém de sua confiança num momento oportuno ou até mesmo um profissional que tenha uma postura mais neutra como um psicólogo, pode ser muito esclarecedor e útil nessa compreensão e planejamento.
Pode ser de grande ajuda, você não concorda?
Talvez nesse natal você opte por uma celebração diferente, não precise bater ponto na casa dos familiares que só encontra uma vez por ano porque não tinha outras opções.
E talvez, você passe a incluir a família como um todo em suas celebrações porque fez sentido para VOCÊ tê-los nesse momento. Tudo dependerá daquilo que você passou a priorizar e planejar como primordial para você.
Que todos possamos celebrar o fim e início de um ano com o nosso encontro com nós mesmos, respeitando nossos limites, nossos desejos, nossos medos e nossas potencialidades, que são muitas. Assim sendo, estaremos prontos para nos ajustarmos com mais leveza ao mundo e seus desafios como um todo.
“Sem sonhos, a vida não tem brilho. Sem metas, os sonhos não têm alicerces. Sem prioridades, os sonhos não se tornam reais.”Augusto Cury
Debora Larisa Stürmer CRP6/121331
Débora é Psicóloga na Seminare Psicologia & Saúde. Atende adolescentes, adultos e casais.
Pós-Graduanda em Psicologia Clínica em Gestalt Terapia.